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19/10/2020 | Belgalux

3 perguntas para Tom Maes, Presidente da Belgalux


Conversamos com nosso presidente, Tom Maes, que também acumula a Diretoria Sênior de Vendas para América do Sul do Lufthansa Group. Ele respondeu a três perguntas sobre o momento atual, o futuro para a Belgalux e o contexto do setor de aviação civil. Acompanhe.

Belgalux - Qual a expectativa para gestão da Belgalux neste último trimestre e 2021?

Tom Maes - Para todos, a pandemia e seus efeitos na vida cotidiana e nos negócios foram uma surpresa. Felizmente, conseguimos nos adaptar muito rapidamente a esse novo normal, oferecendo 12 webinars desde abril, cobrindo uma variedade de tópicos que são relevantes durante os tempos de uma pandemia. Enquanto continuamos a oferecer essas valiosas informações virtuais e fóruns de discussão, iniciamos nosso projeto “Re-Charge”.

Com o “Re-Charge” adaptamos fórmulas de sucesso comprovado ao “Novo Normal” e adicionamos novos elementos à nossa oferta da Belgalux. Nem preciso dizer que ouvimos atentamente todos os nossos membros neste processo para sabermos o que se espera de uma câmara moderna.

Para 2021, networking, matchmaking, informação e orientação continuarão a ser um ponto focal, embora em um formato mais atraente e envolvente. Em tempos de pandemia e ainda em 2021, continuará sendo importante que as comunidades belga e luxemburguesa permaneçam unidas e alavanquem uma à outra. Como Belgalux, queremos contribuir para que nossos membros saiam da pandemia mais fortes.

Belgalux - Como avalia a economia atual nesses 6 primeiros meses pós-pandemia?

Tom Maes - A economia mundial está turbulenta, com alguns setores extremamente atingidos. Por exemplo, o setor do turismo no Brasil, de acordo com o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), perdeu mais de 480.000 empregos, 50.000 empresas faliram. Em vez de faturar R$ 270 bilhões como em 2019, o setor faturará apenas R$ 60 bilhões neste ano.

Ao mesmo tempo - graças à digitalização -, o comportamento de compra e as expectativas do consumidor sobre a experiência do usuário mudaram. Mas ainda não sabemos bem o que será o “Novo Normal”. A boa notícia é que o Brasil, segundo pesquisa da JP Morgan, verá menos contração do PIB neste ano do que todos os outros países latinoamericanos.

O Brasil realmente poderia lucrar com, por exemplo, uma mudança nas cadeias de abastecimento mundiais, o aumento das energias renováveis ??e a digitalização. E com isso poderia recapturar parte do terreno que perdeu para outros mercados emergentes nos últimos dez anos. Mas para que isso aconteça precisamos de um bom governo, pois as ações de apoio atuais aumentaram o déficit fiscal, o que por sua vez tornará mais difícil atrair investimentos estrangeiros diretos.

Bom governo significa: (1) Acelerar a Reforma Tributária; (2) Permitir a ratificação e realização do Acordo de Livre Comércio UE-Mercosul; (3) Garantir que o quadro jurídico para investimentos privados permaneça transparente e estável; e (4) Reconhecer plenamente que a Sustentabilidade Social e Ambiental tornou-se um pré-requisito para investimentos.

Belgalux - Conte um pouco sobre seu currículo, trabalho à frente da Lufthansa e no segmento de aviação

Tom Maes - Há algumas semanas, comemorei 25 anos no Grupo Lufthansa. Embora eu tenha apenas 44 anos, acho que isso ilustra o quão atraente é esse setor e as muitas possibilidades que um grupo de companhias aéreas, líder mundial, oferece aos seus colaboradores. Graças ao Grupo Lufthansa, pude aprender e aplicar competências em várias áreas, desde trabalhar como agente de Check-In no aeroporto, projetar experiências de clientes na gestão de produtos, estar perto da tomada de decisões estratégicas como chefe de gabinete do membro do Conselho e vivenciando uma experiência internacional iniciada na Bélgica, indo para a Inglaterra e Alemanha e agora chegando pela América do Sul. Durante esse tempo, sempre fui incentivado a ampliar meus horizontes, por exemplo, fazendo um MBA na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos.

Essa variedade de experiências e os desafios contínuos que nosso setor enfrenta é o que me mantém animado em trabalhar para o Grupo Lufthansa, apesar da volatilidade e dos desafios do setor de aviação civil. E os desafios são difíceis e longos. Nossa indústria não se recuperará dos níveis pré-pandêmicos antes de 2025 ou nunca!

Mas é um desafio emocionante e, por último, mas não menos importante, somos uma boa indústria! Construímos pontes entre países e sociedades, facilitando o comércio e o intercâmbio intercultural ao aproximar as pessoas. Vale a pena trabalhar por isso, não é?


Fonte: Diretoria