Intrust analisa o setor de FinTechs e o posicionamento de Bélgica, Luxemburgo e Brasil no cenário global.

FinTechs em Expansão: Oportunidades Bilaterais entre Europa e América Latina

O setor global de FinTech está passando por uma transformação profunda. Se antes era marcado por disrupção e inovação descentralizada, agora entra em uma fase de maturidade estratégica. Nesse novo contexto, dois polos ganham destaque e revelam uma complementaridade poderosa: Europa e América Latina. E no centro dessa convergência, Brasil, Bélgica e Luxemburgo têm a oportunidade de fortalecer suas relações econômicas por meio da inovação financeira.

LATAM e Europa: Trajetórias distintas, caminhos convergentes

A Europa, com destaque para Bélgica e Luxemburgo, avança com marcos regulatórios sofisticados como MiCA e PSD3, que priorizam transparência, interoperabilidade e proteção do consumidor. Essa evolução cria uma base sólida para inovação escalável, atraente tanto para grandes instituições quanto para startups especializadas.

Do outro lado do Atlântico, a América Latina — e especialmente o Brasil — vive uma explosão de soluções financeiras digitais voltadas para a inclusão e eficiência. O sistema de pagamentos instantâneos PIX é um símbolo dessa inovação. Com mais de 40% dos investimentos em FinTechs da região em 2025, o Brasil se consolidou como epicentro de um mercado emergente ágil e promissor.

Mercados emergentes puxam o crescimento

Segundo as projeções apresentadas no gráfico abaixo, os mercados emergentes devem ter papel crescente na receita global das FinTechs. África, América Latina e Oriente Médio devem registrar os maiores crescimentos percentuais até 2028. O Brasil, com sua escala e maturidade digital, aparece como vetor-chave desse movimento.

Nesse cenário, a participação global da América Latina nas receitas do setor saltará de 5% para 9%, enquanto a de regiões desenvolvidas, como América do Norte, tende a reduzir. A conclusão é clara: quem quiser liderar o futuro do setor financeiro precisa se conectar com mercados emergentes agora.

Bélgica, Luxemburgo e Brasil: ecossistemas que se completam

Bélgica e Luxemburgo têm se posicionado como hubs financeiros e tecnológicos estratégicos dentro da Europa. Luxemburgo, por exemplo, é referência global em regulação de fundos e serviços financeiros digitais. Já a Bélgica, com sua localização geopolítica privilegiada, se destaca como ponte entre inovação e dinamismo.

Ao fortalecer laços com o Brasil, empresas europeias podem se beneficiar de um mercado consumidor amplo, em constante digitalização e aberto à experimentação. Por outro lado, empresas brasileiras podem aproveitar a expertise europeia em regulação e compliance para internacionalizar seus modelos com mais solidez.

A convergência entre Europa e América Latina não é apenas uma tendência — é uma oportunidade estratégica. Para os membros da Câmara Belga-Luxemburguesa no Brasil, isso representa um momento propício para fomentar colaborações transatlânticas, investir em inovação compartilhada e construir o futuro do setor financeiro com bases sólidas e ambição global.